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sábado, 20 de outubro de 2012

Esta é a nossa fé — 1 — Creio


      A reflexão sobre o «Credo» limita-se, muitas vezes, a constatar que o texto é muito complicado... Não poderemos olhar de outra forma para as palavras que expressam a nossa identidade cristã?! Neste Ano da Fé, durante quarenta e duas semanas, vamos apresentar as expressões do «Credo» para, a partir do texto, aprendermos a «dizer» melhor qual é a nossa fé.
Para ajudar a compreender melhor, convido você a ler:
- Segunda Carta de S. Paulo a Timóteo  1,6-14;
- Catecismo da Igreja Católica 185 a 197.
 
«Sei em quem acreditei»
Esta afirmação de Paulo «ajuda-nos a compreender que ‘antes de mais, a fé é uma adesão pessoal do homem a Deus. Ao mesmo tempo, e inseparavelmente, é o assentimento livre a toda a verdade revelada por Deus’. A fé como confiança pessoal no Senhor e a fé que professamos no Credo são inseparáveis, se atraem e se exigem reciprocamente. Existe uma ligação profunda entre a fé vivida e os seus conteúdos: a fé das testemunhas e dos confessores é também a fé dos apóstolos» (Congregação para a Doutrina da Fé, «Nota com indicações pastorais para o Ano da Fé»).

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Vem novidades por aí:



Durante o Ano da Fé, vou partilhar com vocês aqui no blog PASTORAL, todo domingo, um artigo do blog português “Laboratório da Fé”.
Fique atento(a).
Começa já no próximo domingo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ano da Fé: um programa de vida e de ação pastoral



Este Ano da Fé que vamos celebrar de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013 comemorará o 50º aniversário do Concílio Vaticano II, maior evento eclesial do século XX, cuja abertura ocorreu justamente a 11 de outubro de 1962 e o 20º aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica, ocorrida da celebração dos 30 anos do Concílio. Juntamente com a abertura do Ano da Fé, ocorre em Roma, neste mês de outubro mais uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispo, órgão colegial e representativo do episcopado de todo o mundo que assiste ao papa, por sua convocação, em assuntos relativos à ação universal da Igreja. As duas últimas assembleias do Sínodo foram sobre a Eucaristia (2005) e sobre a Palavra de Deus (2008). Esta próxima terá como tema: “A nova evangelização para a transmissão da fé” e coincide com a abertura do Ano da Fé.
        Depois de celebrarmos o Grande Jubileu dos 2000 anos do nascimento de nosso senhor Jesus Cristo, a Igreja convocou-nos para celebrar dois outros dois anos especiais: o Ano Paulino (2008-2009) e o Ano Sacerdotal (2009-2010). No dia 11 de outubro de 2011, o Santo Padre Bento XVI publicou a Carta Apostólica “A Porta da Fé” (Porta Fidei), convocando a Igreja no mundo inteiro a celebrar um Ano da Fé. Isso não é uma novidade, pois em 1967, logo após o encerramento do Concílio Vaticano II, o Servo de Deus Paulo VI fez também celebrar um Ano da Fé para comemorar o 19º Centenário dos martírios de S. Pedro e S. Paulo.
Na Carta Apostólica “A Porta da Fé”, o papa Bento XVI apresenta dois grandes desafios atuais que o levaram à convocação desse Ano da Fé:

Outro olhar: o Encontro

 

Mãe dos pobres,
Mãe dos negros,
Mãe dos sofredores,
Mãe daqueles que nada têm
a não ser o Cristo que tu lhes dás,
rogai por todos nós.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Eco da Palavra do XXIII Dom. do TC (09/09/2012) – Mc 7,31-37



Segundo a tradição cristã, o Evangelho de Marcos foi escrito recolhendo o ensino e a pregação de Pedro, o apóstolo. Um manuscrito de Papias (+ 155), referido por Eusébio de Cesaréia (265-339), afirma que Marcos, ou João Marcos, como ele é chamado pelos Atos dos Apóstolos (12,12-25; 13,5-13; 15,37), era o hermeneuta, ou seja, intérprete de Pedro, uma vez que o pescador da Galiléia provavelmente falava apenas o aramaico, língua corrente entre o povo daquela região.
Contudo, após a ressurreição, a missão de Pedro se estende para muito além da Galiléia, chegando inclusive á capital do Império, Roma, onde Pedro foi martirizado. A língua corrente no mundo, como linguagem intercultural era o grego, falado inclusive em Roma. Haja vista que a Carta aos Romanos fora escrita em grego e não em latim. E Pedro não falava grego. Logo, Marcos transmitia em grego a pregação de Pedro, feita em aramaico. E foi a partir desse seu ministério de interpretação que Marcos registrou no primeiro, mais antigo e menor dos evangelhos que hoje temos, o que ele conheceu de Jesus a partir da pregação de Pedro. E o fez, muitas vezes, mantendo palavras que Pedro usava com singular expressão, pois fora testemunha ocular e auricular do fato realizado por Jesus. Um desses exemplos é a expressão “éfata” contida no texto de hoje.
Antes de olharmos com maior atenção a cura realizado no Evangelho de hoje, consideremos o sujeito envolvido na cura.