Um dos ícones mais belos que, desde os primeiros séculos da Igreja, representou o Senhor Jesus é o do Bom Pastor. A atitude do rebanho com relação ao Bom Pastor é apresentada por S. João, com dois verbos que designam as características fundamentais daqueles que vivem o seguimento de Cristo: ESCUTAR e SEGUIR. Este blog é uma modesta colaboração, uma partilha, para quem deseja escutar e seguir o Bom Pastor.
Páginas
sexta-feira, 15 de maio de 2020
Como cuidar da espiritualidade em tempos de isolamento social?
Assista aqui o nosso bate-papo com o jornalista Matheus Pissolatti, realizado ao vivo no dia 04/05/2020.
quinta-feira, 30 de maio de 2019
Eu preciso preparar a minha última páscoa, aproveitar esta vida para aprender a morrer.
Queridos(as)
amigos(as),
Na
Quarta-feira da Semana Santa deste ano (2019), refleti com a minha comunidade paroquial,
no Sermão da Soledade de Nossa Senhora – é um dos meus prediletos – sobre dois aspectos da nossa vida e morte.
Gostaria de partilhar com vocês, hoje, aqui, a primeira parte e o primeiro e
mais provocador aspecto.
Eis o texto da transcrição do sermão, feita pela amiga e companheira no trabalho da educação da fé, Lúcia Vieira Alfaro Dias, a quem agradeço penhoradamente:
Eis o texto da transcrição do sermão, feita pela amiga e companheira no trabalho da educação da fé, Lúcia Vieira Alfaro Dias, a quem agradeço penhoradamente:
«Nós
ouvimos no Evangelho de hoje Jesus dizer aos discípulos: “Ide à cidade, procurai um certo homem e dizei: O
mestre manda dizer que o
meu tempo está próximo e
vou celebrar a Páscoa em tua casa junto com os meus discípulos” (Mt 26,18).
E, tal como nós ouvimos o Evangelho do domingo de Ramos (Lc 19,28-40), o evangelista aponta que os discípulos
fizeram como Jesus mandou e prepararam.
No
domingo de Ramos, o
Evangelho já nos alertava que os discípulos contemporâneos de Jesus faziam aquilo que
Jesus mandava. Jesus mandou desamarrar o jumentinho e eles desamarraram o
jumentinho. Jesus os precaveu de que alguém perguntaria por que eles estão desamarrando o jumentinho
e disse o que eles deviam responder.
E eles responderam, literalmente,
aquilo que Jesus mandou e tudo se resolveu.
domingo, 14 de abril de 2019
terça-feira, 2 de abril de 2019
Como viver bem a Semana Santa no Sul de Minas?
O primeiro passo é viver bem a
Quaresma.
A quaresma é um tempo de preparação, ou seja, não
tem fim em si mesmo, mas naquilo para o que ela nos prepara: a celebração do Mistério
Pascal de Cristo no ápice do ano litúrgico.
Outro elemento necessário, e que também faz parte
dos exercícios quaresmais, é a confissão sacramental. Para viver bem e
intensamente o Mistério Pascal é preciso libertar-se das amarras do pecado.
O terceiro elemento é participar das celebrações
litúrgicas da Semana Santa, especialmente do Tríduo Pascal, que é o ponto mais alto de todas as celebrações cristãs durante
o ano.
Para isto, é importante saber que na Semana Santa o
que nós celebramos é a confluência de três ritmos diferentes, dois deles
litúrgicos e um próprio da piedade popular herdada das tradições mediterrâneas:
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Lumen Gentium: 50 anos da Igreja Povo de Deus
21/11/1964 – 21/11/2014
«No vocabulário eclesiástico, o termo “constituição” é reservado para
textos que expõem e discutem verdades doutrinárias. O atributo “dogmática”
eleva a “constituição” ao mais alto grau de importância: esse tipo de documento
expõe uma doutrina que tem valor normativo para a fé da Igreja. Em outras
palavras, uma “constituição dogmática” apresenta a doutrina da Igreja
concernente a determinada questão, uma doutrina que os católicos devem aceitar
como autêntica e não-questionável em seus pontos fundamentais»[1].
A Igreja a 50 anos da «Lumen Gentium»
a) O Concílio Vaticano II a
50 anos
Foi em 25
de janeiro de 1959, que o Papa S. João XXIII, na Basílica de São Paulo
Extramuros, anunciou que convocaria um Concílio no Vaticano, o segundo. A
Igreja estava desejosa de aproximar-se de cada homem para dialogar e afrontar os
desafios do mundo moderno. A abertura deste Concílio aconteceu a 11 de outubro
de 1962, e sua clausura, a 8 de dezembro de 1965.
O fruto
deste trabalho possibilitou à Igreja uma renovada confiança para sair de si mesma,
transmitindo, com isso, um grande tesouro: a renovação litúrgica, o ecumenismo,
o diálogo com os não crentes, a primazia da Sagrada Escritura, etc. Esta
riqueza permite compreender que o Concílio Vaticano II não é a soma de documentos,
mas uma «herança viva» que ilumina a comunidade cristã e a vida cotidiana de
cada crente[2].
Por isso, se pode dizer que, se o Concílio teve sua abertura e clausura, não teve
sua conclusão porque é o que a Igreja segue celebrando e vivendo.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Comunidade cristã e missão: mútua exigência
O teólogo Adolph von Harnack, no clássico «A missão e a expansão do cristianismo nos
três primeiros séculos», publicado em Berlin, em 1924, já
estabelecia um nexo explícito entre missão e Igreja local, ao afirmar que o
ponto de partida da missão é sempre uma Igreja local, com característica
próprias que envia seus membros a pregar o evangelho, e o ponto culminante é o
surgimento de uma nova Igreja local, feita de pessoas, símbolos e preocupações
próprias da nova terra, uma comunidade com características próprias – liturgia,
espiritualidade, teologia, disciplina – era o ponto de chegada e o coroamento
do esforço missionário.
Olegário González de
Cardedal assim dispõe, ao comentar a obra de Harnack: «A pregação cristã na sua origem tendia
evidentemente a anunciar o ocorrido com Jesus de Nazaré, como havia proclamado
a chegada do Reino de Deus, como havia sido crucificado pelas autoridades e
logo ressuscitado por Deus e como Deus outorgava o perdão dos pecados aos que
nele acreditavam. A fé era adesão aos que haviam acreditado; com isso aumentava
o número dos eleitos, acresciam novos membros à Igreja, esposa celeste do
cordeiro, completava-se o corpo de Cristo. “No entanto, esta pregação, desde o
princípio, fundou comunidade na terra e se propôs como objetivo formar um grupo
com os que acreditaram em Cristo” (A. von Harnack, 1. c., 445). As comunidades
que surgem se parecem, num primeiro momento, ao que são as sinagogas e
comunidades judaicas no Mediterrâneo e, em pate, às escolas dos filósofos. Em
seguida se percebe a clara diferença a respeito de todas elas, pela realidade
teológica que as anima, pela vida crística que da qual vivem e a que se
conformam; pela experiência pneumática que as sustenta, pela solidariedade
absoluta entre seus membros e, finalmente, pela nova moral que praticam»
(O. G. de Cardedal, Génesis de
una teología de la Iglesia local…, p. 55-56).
São dois os motivos que
diferenciam a ação missionária cristã dos outros grupos:
sábado, 25 de outubro de 2014
O diapasão (Mt 16,13-20)
Quando temos um violão
desafinado, normalmente chegamo-nos ao órgão e pedimos que o organista toque
para nós as notas a fim de afinar o violão. Mas, e se o órgão também estiver
desafinado? Corremos o risco de colocar no violão uma falsa afinação. É preciso
então pegar o órgão e pedir o auxílio do piano para afiná-lo. Mas, o piano
também pode desafinar, e também trompete, e o acordeon e a flauta e todos os
instrumentos musicais podem desafinar.
Se isso acontecesse
perderíamos o referencial do que é um DÓ, um RÉ, um MI…
Por isso e para isso
existe o DIAPASÃO. O diapasão é um instrumento que não toca música alguma, mas
conserva intacta a referência das notas que compõe a música. O DIAPASÃO jamais
desafina. Por isso, se queremos garantir a nossa afinação é preciso conferi-la
com o diapasão. Nele não há erro, não há semitom, não há desafinação.
No evangelho, Jesus,
ao interrogar os seus discípulos em Cesareia de Filipe encontrou em Pedro e nos
apóstolos uma FÉ assim, sem erro, correta, segura, firme, afinada com exatidão.
Não por mérito dos apóstolos, mas por graça de Deus. E então, Jesus quis
edificar sobre esta FÉ de Pedro e dos apóstolos a sua Igreja.
A IGREJA é o DIAPASÃO
da nossa FÉ.
"Nossa vida está escondida com Cristo em Deus" (Col 3,3)
Há poucos dias celebramos a Festa do Batismo do Senhor Jesus, encerrando as
festas do Natal. Ouvimos no relato evangélico como João Batista estranhou a
presença de Jesus para ser batizado: "eu que preciso ser batizado por ti e
tu vens a mim?" (Mt 3,14), mas ouvimos também a manifestação de Deus Pai:
"Este é o meu Filho amado no qual pus toda a minha afeição" (Mt 3,17)
e quase vimos o Espírito Santo descendo em forma de pomba para completar assim
o testemunho que não nos deixa dúvidas: Jesus é o único Filho de Deus e se
queremos ser filhos de Deus necessitamos ser enxertados em Jesus, o Filho.
Jesus, de fato, não precisava receber o batismo, pois desde sempre e para
sempre Ele é o Filho de Deus. Nós é que temos essa necessidade, pois temos que
nos tornar, por graça, aquilo que Jesus é por natureza. Pelo santo Batismo
tornamo-nos filhos no Filho, somos enxertados em Jesus Cristo e passamos a ter
em nós a sua seiva, a sua vida, o seu alimento, o seu espírito. O Batismo no
entanto é apenas o começo. Depois, ao longo da vida, temos que nos tornar
aquilo que somos para que na hora da nossa morte, Deus Pai encontre em nós,
vazios de nós mesmos, a imagem do seu Filho amado e detentor de toda a sua
afeição. Só somos amados por Deus à medida que nos tornamos membros de Cristo.
terça-feira, 6 de maio de 2014
Catequese do Papa – Série Sacramentos – Matrimônio, reflexo do desígnio amoroso de Deus
Apresentamos a
catequese do Papa Francisco, pronunciada na Praça São Pedro, no Vaticano, nesta
quarta-feira, 02 de abril de 2014:
«Queridos irmãos e
irmãs,
Hoje concluímos o
ciclo de catequeses sobre os sacramentos falando do matrimônio. Este sacramento
nos conduz ao coração do desígnio de Deus, que é um desígnio de aliança com o
seu povo, com todos nós, um desígnio de comunhão. No início do Livro do
Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, no ápice do relato da criação se diz:
“Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e
mulher… Por isto o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e
já não são mais que uma só carne” (Gn 1,27; 2,24). A imagem de Deus é o casal
matrimonial: o homem e a mulher; não somente o homem, não somente a mulher, mas
todos os dois. Esta é a imagem de Deus: o amor, a aliança de Deus conosco é
representada naquela aliança entre o homem e a mulher. E isto é muito belo!
Fomos criados para amar, como reflexo de Deus e do seu amor. E na união
conjugal, o homem e a mulher realizam esta vocação no sinal da reciprocidade e
da comunhão de vida plena e definitiva.
quarta-feira, 26 de março de 2014
Catequese do Papa – Série Sacramentos – Ordem: amar e servir
Apresentamos a
catequese do Papa Francisco, pronunciada na Praça São Pedro, no Vaticano, nesta
quarta-feira, 26 de março de 2014:
«Queridos irmãos e
irmãs,
Já tivemos
oportunidade de referir que os três sacramentos, do Batismo, da Confirmação e
da Eucaristia, constituem juntos, o mistério da «iniciação cristã», um único
grande evento de graça que nos regenera em Cristo. É esta a vocação fundamental
que une todos na Igreja, como discípulos do Senhor Jesus. Há depois dois
sacramentos que correspondem a duas vocações específicas: trata-se da Ordem e
do Matrimônio. Esses constituem dois grandes caminhos através dos quais o
cristão pode fazer da própria vida um dom de amor, a exemplo e em nome de
Cristo, e assim cooperar à edificação da Igreja.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Catequese do Papa – Série Sacramentos – Unção dos Enfermos
Apresentamos a
catequese do Papa Francisco, pronunciada na Praça São Pedro, no Vaticano, nesta
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014:
«Queridos irmãos e
irmãs, bom dia!
Hoje gostaria de
falar a vocês do Sacramento da Unção dos Enfermos, que nos permite tocar com a
mão a compaixão de Deus pelo homem. No passado, era chamado “extrema unção”, porque
era entendido como conforto espiritual na iminência da morte. Falar, em vez
disso, de “Unção dos enfermos” ajuda-nos a alargar o olhar à experiência da
doença e do sofrimento, no horizonte da misericórdia de Deus.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Catequese do Papa – Série Sacramentos – A Confissão
Apresentamos
a catequese do Papa Francisco, pronunciada na Praça São Pedro, no Vaticano,
nesta quarta-feira, 19 de feveiro de 2014:
“Amados irmãos e irmãs, bom dia!
Através dos sacramentos
da iniciação cristã, do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia, o homem recebe
a vida nova em Cristo. Pois bem, todos nós sabemos que trazemos esta vida «em
vasos de barro» (2Cor 4, 7), ainda estamos submetidos à tentação, ao
sofrimento, à morte e, por causa do pecado, até podemos perder a nova vida. Por
isso, o Senhor Jesus quis que a Igreja continuasse a sua obra de salvação
também a favor dos próprios membros, em particular com os sacramentos da
Reconciliação e da Unção dos enfermos, que podem ser unidos sob o nome de
«Sacramentos de cura». O Sacramento da Reconciliação é um Sacramento de cura.
Quando me confesso é para me curar, para curar a minha alma, o meu coração e
algo de mal que cometi. O ícone bíblico que melhor os exprime, no seu vínculo
profundo, é o episódio do perdão e da cura do paralítico, onde o Senhor Jesus
se revela médico das almas e, ao mesmo tempo, dos corpos (cf. Mc 2, 1-12; Mt 9,
1-8; Lc 5, 17-26).
Catequese do Papa – Série Sacramentos – A Eucaristia nos faz irmãos?
Apresentamos
a catequese do Papa Francisco, pronunciada na Praça São Pedro, no Vaticano,
nesta quarta-feira, 12 de feveiro de 2014:
“Caros irmãos e irmãs, bom dia!
Na última
catequese elucidei o modo como a Eucaristia nos introduz na comunhão
real com Jesus e o seu mistério. Agora podemos formular algumas interrogações a
propósito da relação entre a Eucaristia que celebramos e a nossa vida, como
Igreja e como simples cristãos. Como vivemos a Eucaristia? Quando vamos à Missa
aos domingos, como a vivemos? É apenas um momento de festa, uma tradição
consolidada, uma ocasião para nos encontrarmos, para estarmos à vontade, ou
então é algo mais?
Catequese do Papa – Série Sacramentos – A Eucaristia
Apresentamos
a catequese do Papa Francisco, pronunciada na Praça São Pedro, no Vaticano,
nesta quarta-feira, 05 de feveiro de 2014:
“Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje,
falar-vos-ei da Eucaristia. A Eucaristia insere-se no âmago da «iniciação
cristã», juntamente com o Batismo e a Confirmação, constituindo a nascente da
própria vida da Igreja. Com efeito, é deste sacramento
do Amor que derivam todos os caminhos autênticos de fé, de comunhão e de
testemunho.
O que vemos
quando nos congregamos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o
que estamos prestes a viver. No centro do espaço destinado à celebração
encontra-se o altar, que é uma mesa coberta com uma toalha, e isto faz-nos
pensar num banquete. Sobre a mesa há uma cruz, a qual indica que naquele altar
se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali
recebemos, sob as espécies do pão e do vinho. Ao lado da mesa encontra-se o
ambão, ou seja o lugar de onde se proclama a Palavra de Deus: e ele indica que
ali nos reunimos para ouvir o Senhor que fala mediante
as Sagradas Escrituras, e portanto o alimento que recebemos é também a sua
Palavra.
Catequese do Papa – Série Sacramentos – A Crisma
Apresentamos
a catequese do Papa Francisco, pronunciada na Praça São Pedro, no Vaticano,
nesta quarta-feira, 29 de janeiro de 2014:
“Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Nesta terceira
catequese sobre os sacramentos, meditemos sobre a Confirmação ou Crisma, que
deve ser entendida em continuidade com o Batismo, ao qual ela está vinculada de
modo inseparável. Estes dois sacramentos, juntamente com a Eucaristia, formam
um único acontecimento salvífico, que se denomina «iniciação cristã», no qual
somos inseridos em Jesus Cristo, morto e ressuscitado, tornando-nos novas
criaturas e membros da Igreja. Eis por que motivo, na
origem destes três Sacramentos, eram celebrados num único momento, no final do
caminho catecumenal, normalmente na Vigília Pascal. Era assim que se selava o
percurso de formação e de inserção gradual no seio da comunidade cristã, que
podia durar até alguns anos. Procedia-se passo a passo para chegar ao Batismo,
depois à Crisma e enfim à Eucaristia.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Catequese do Papa – Série Sacramentos – O Batismo nos faz discípulos missionários
Apresentamos a
catequese do Papa Francisco, pronunciada na Praça São Pedro, no Vaticano, nesta
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014:
«Queridos
irmãos e irmãs, bom dia.
Quarta-feira
passada iniciamos um breve ciclo de catequeses sobre os Sacramentos, começando
pelo Batismo. E sobre o Batismo gostaria de concentrar-me ainda hoje, para
destacar um fruto muito importante deste Sacramento: esse nos torna membros do
Corpo de Cristo e do Povo de Deus.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Catequese do Papa – Série Sacramentos – O Batismo
Apresentamos a
catequese do Papa Francisco, pronunciada na Praça São Pedro, no Vaticano, nesta
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014:
«Queridos
irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje iniciamos
uma série de catequeses sobre Sacramentos, e a primeira diz respeito ao
Batismo. Por uma feliz coincidência, domingo próximo é justamente a festa do
Batismo do Senhor.
1. O Batismo é
o sacramento sobre o qual se funda a nossa própria fé e que nos une como
membros vivos em Cristo e na sua Igreja. Junto à Eucaristia e à Confirmação
forma a chamada “iniciação cristã”, a qual constitui como um único, grande
evento sacramental que nos configura ao Senhor e faz de nós um sinal vivo da
sua presença e do seu amor.
Esta é a nossa fé – 30 – Creio no Espírito Santo
O «Credo» tem uma estrutura
trinitária: divide-se em três partes, cada uma delas correspondendo a uma das
Pessoas da Trindade: Pai, Filho, Espírito Santo. Por isso, entramos agora no
artigo dedicado ao Espírito Santo. Tal como os outros, também este começa com
uma afirmação de fé: «Creio no Espírito Santo».
Para compreender melhor,
leia:
- At 2,1-13;
- CIC, 683-688 e 692-701.
«Todos ficaram cheios do Espírito Santo»
Relata o livro dos Atos dos
Apóstolos ao evocar o dom do Espírito Santo oferecido aos apóstolos. Era o dia
de «Pentecostes», uma festa judaica (cf. Dt 16,9-12; Nm 28, 26-31) cujo nome
foi adotado pelos cristãos para designar esta nova realidade: a presença do
Espírito Santo na vida da Igreja, na vida dos seres humanos. O relato dos Atos
dos Apóstolos é composto por duas partes: a descida do Espírito Santo
(versículos 1 a 4) e a constatação do milagre das línguas (versículos 5 a 13).
Há uma mudança de cenário entre as duas partes: do espaço interior (casa) passa-se
para o exterior (cidade); do grupo dos discípulos passa-se para uma multidão
composta por pessoas «provenientes de todas as nações que há debaixo do céu».
Embora a primeira cena seja a mais conhecida e a mais preferida dos artistas, o
narrador desenvolve mais a segunda, através da descrição dos comentários e das
reações dos presentes. A primeira observação que podemos fazer é que o Espírito
provoca a unidade. Primeiro, a unidade do dom: «Todos ficaram cheios do
Espírito Santo». E depois a unidade do anúncio: «cada um os ouvia falar na sua
própria língua». Assim, é apresentado o início da Igreja, fundada pelo dom do
Espírito Santo, que, embora constituída por povos de todo o mundo, vive unida
pela mesma fé.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Esta é a nossa fé – 29 – E o seu reino não terá fim
No «Credo»
niceno-constantinopolitano, o artigo dedicado a Jesus Cristo termina com a
afirmação da vitória final: «e o seu reino não terá fim». Qual é o reino de
Jesus Cristo? Quando é que começa? Este tema será de novo aprofundado quando
nos referirmos, no final do «Credo», à esperança na ressurreição e na vida «do
mundo que há de vir» (Catequeses 40 e 41).
Para compreender melhor,
leia:
- 1 Cor 15, 20-28;
- Catecismo da Igreja
Católica, números 668-682.
«É necessário que Ele reine
até que tenha colocado todos os inimigos debaixo dos seus pés»
Afirma Paulo na Primeira
Carta aos Coríntios, ao refletir sobre a vitória obtida com a ressurreição de
Jesus Cristo. A seguir acrescenta: «O último inimigo a ser destruído será a
morte». Paulo mostra-nos que a vitória definitiva de Jesus Cristo acontece com
a vitória sobre a morte. Ora, isso já aconteceu, pois a ressurreição é a
manifestação dessa vitória. No entanto, ainda não está totalmente concluída,
uma vez que o pecado e a morte continuam presentes nesta nossa existência
terrena. De fato, todos podemos constatar que Jesus Cristo «não eliminou a
morte biológica: o organismo do ser humano, como o de qualquer ser vivo,
corrompe-se e acaba por sucumbir. Porque é que dizemos então que Ele venceu a
morte? Ele venceu-a porque a privou do seu sentido de destruição total do ser
humano e transformou-a no nascimento duma vida plena e definitiva. Ele foi o
primeiro a percorrer esse caminho e com Ele chegam à vida de Deus todos os que
morrem com Ele» (Fernando Armellini, «O banquete da Palavra. Ano A», Paulinas,
Lisboa 1995, 415). Em Jesus Cristo a história já atingiu a plenitude, mas ainda
não se consumou o final dos tempos. Aí, será instaurado definitivamente o
Reino, para que «Deus seja tudo em todos».
Esta é a nossa fé – 28 – Para julgar os vivos e os mortos
A vinda gloriosa de Jesus
Cristo está associada, no «Credo», ao juízo no final dos tempos. Ao
proclamarmos que Jesus Cristo «há de vir em sua glória», acrescentamos que essa
vinda será «para julgar os vivos e os mortos».
Para compreender melhor,
leia:
- Mt 25, 31-46;
- Catecismo da Igreja
Católica, n. 678-682.
«Perante Ele, vão reunir-se
todos os povos»
É o que diz S. Mateus
para ilustrar o encontro definitivo com Jesus Cristo. A este propósito, o papa
Francisco disse: «À direita são postos aqueles que agiram segundo a vontade de
Deus, socorrendo o próximo faminto, sedento, estrangeiro, nu, doente e
prisioneiro [...] e à esquerda estão quantos não socorreram o próximo. Isto
diz-nos que nós seremos julgados por Deus segundo a caridade, segundo o modo como o tivermos amado nos nossos irmãos, especialmente os mais frágeis e
necessitados. Sem dúvida, devemos ter sempre bem presente que somos
justificados e salvos pela graça, por um gesto de amor gratuito de Deus, que
sempre nos precede; sozinhos, nada podemos fazer. A fé é antes de tudo um dom
que recebemos. Mas para que dê fruto, a graça de Deus exige sempre a nossa
abertura a Ele, a nossa resposta livre e concreta. Cristo vem trazer-nos a
misericórdia de Deus que salva. É-nos pedido que confiemos n’Ele, correspondendo
ao dom do seu amor com uma vida boa, feita de gestos animados pela fé e pelo
amor. Nunca tenhamos medo de olhar para o Juízo final; ao contrário, que ele
nos leve a viver melhor o presente. Deus oferece-nos este tempo com
misericórdia e paciência, a fim de aprendermos todos os dias a reconhecê-lo nos
pobres e nos pequeninos, de trabalharmos para o bem e de sermos vigilantes na
oração e no amor» (Audiência Geral de 24 de abril de 2013).
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